terça-feira, 27 de janeiro de 2015

27 de Janeiro - Avião da semana # 23

Olá pessoal, bom dia !

Depois de uma "ferias", rsss retornamos a atualização do blog.
Começo o ano postando mais um modelo da minha coleção.


Boeing 767-300 (escala 1/200)






















É um dos mais bonitos da minha coleção.
Trata-se da aeronave de prefixo VH-OGG da Qantas que recebeu uma pintura especial para divulgar o filme "AVIÕES" da Disney em 2013.
Segue abaixo mais algumas fotos com mais detalhes:























Abaixo uma foto do avião verdadeiro:




















Bom, espero que tenham gostado.
Semana que vem tem mais, rssss


abraços,

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

16 de Dezembro - Aviões da Semana # 22

Bom dia galera !

Hoje eu apresento a vocês umas das minhas últimas aquisições;
Já falei desse avião aqui... Mas hoje trago ele vestido com "roupas holandesas e americanas", rssss
São dois DC-3, um nas cores da KLM e outro nas cores da Eastern;

DC-3 (escala 1/200)






































Com esses 2 moleques minha "frota" de DC-3 chega a 4 unidades conforme foto abaixo:















Abaixo foto de um DC-3 da KLM que foi restaurado e hoje faz apresentações em show aéreos na Europa:

















Aliás, dentro da minha coleção, eu pretendo criar uma sub-coleção de DC-3 e outra de B737-200.
Já comecei com a de DC-3, rssss, já a de 37-200 por enquanto são apenas 2, mas logo a gente chega lá..
São duas aeronaves que muito representam na história da aviação e que foram produzidas em grande número, portanto a variedade de pinturas é muito grande, ótimo para embelezar as prateleiras/vitrines de qualquer colecionador.

Bom meus amigos, na semana que vem, irei publicar mais uma aeronave do meu "hangar" que modéstia à parte, é muito bonita, rssssss
Trata-se de uma aeronave widebody com uma pintura especial...

Aguardem !

Abraços,

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

10 de Dezembro - Evolução do Flight Simulator - Parte II


Bom meus amigos, retomando o assunto, no final de 2003 a Microsoft lançou o FS2004 que como eu disse, na minha opinião foi o melhor de todos.
Até hoje, o FS2004 é de longe aquele que possui o maior acervo disponível de arquivos add-ons na internet, seja aeronaves, sons, painéis, efeitos, cenários, relevos, texturas, etc.
Isso é o que faz um jogo, um software ter sucesso.
Obviamente que os gráficos já se mostram um pouco desatualizados frente a games que temos hoje em dia que se você olhar a tela de repente, pode achar que é imagem real.
Mas enfim, apesar de gráficos serem importantes para o realismo da simulação de vôo, ainda o que mais conta é o realismo do comportamento da aeronave ser o mais próximo da coisa real possível.
Por conta disso, eu não tenho dúvidas que o FS2004 ainda cumprirá seu papel por mais uns 10-15 anos.
Claramente surgirão softwares muito mais avançados, mas um FS2004 recheado de bons add-ons, é igual aquele aquele cara com um Golzinho Turbinado que surpreende o dono de uma caranga mais forte num "pega" quando a luz do semáforo acende o "verde", kkkkk

Falando do meu FS2004

Bom galera, pra eu chegar onde cheguei hoje, foram mais de 8 anos de instalações, desinstalações, milhares de downloads, grana gasta com cenário payware, etc etc... mas valeu a pena.
Faz uns 2 anos que eu não faço nenhuma alteração importante.. salvo instalar um cenarinho ou outro... pois considero que meu FS chegou num nível quase limite do FS2004.
Eu não tenho dúvidas alguma que são poucos no Brasil que tem a quantidade de add-ons instalados no FS2004 como eu tenho.

Hoje vou falar mais dos cenários.
Aeronaves deixarei para outro dia....


CENÁRIOS

Possuo uma quantidade absurda que me tomou muito tempo, meses, anos para instalar.
As vezes você encontra um cenário legal, baixa, instala e depois vê que tem algum pau.
Primeiro você tenta resolver, até que se cansa e desinstala...
É um trabalho árduo, mas prazeroso.
Que graça que tem pousar no aeroporto de Guarulhos default do FS2004 ? Em Manaus ? Em Curitiba, Porto Alegre ? No Santos Dumont ? Nenhuma...
Vejam abaixo print screens do cenário do aeroporto de Zurich (Suíça) instalado no meu FS2004

OBS. Corram a barra de rolagem para a direita para visualizar a foto inteira.




Esse é um cenário da AEROSOFT, um estúdio de criação de cenários top top !
Os caras são fera !

Outra coisa que eu faço questão é de instalar aeronaves AI de cias aéreas reais.
O FS2004 default vem com umas cias "fantasia" para que a MS não tenha que pagar licença para milhares de cias aéreas...
Eu deletei tudo e substituí por coisas reais.
Nas fotos acima, vocês podem ver aeronaves da Swiss, Emirates, TAP, SAA

Abaixo screenshot do aeroporto de Salvador repleto de Gol, TAM, Azul, etc... tem até um 737 da Cruzeiro, kkkkk



Que tal Osaka Kansai (Japão) ?



Ou ainda o antigo (já fechado) aeroporto de Hong Kong, Kai Tak onde a final era feita em curva....




Repleto de old birds, rsssssss




























Ou Roma, Fiumicino ?




























Tá bom... já sei... cadê o Rio de Janeiro ???, rssssss
Aqui está o Santos Dumont:



























Bom minha gente, como eu disse, são milhares...
Destaco JFK, ORD, MIA, DCA, IAD, YYZ, LHR, AMS, CDG, FRA, CGN, BRU, ANR, DXB, SCL, CCS, NRT, BOS, etc etc....

Na minha próxima postagem, continuarei falando de FS2004, porém especificamente de aeronaves.

Até mais, abraços !

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

09 de Dezembro - Avião da Semana # 21

Pessoal, segue o meu avião da semana.

B377 "Stratocruiser" (escala 1/200)




















Falando um pouco sobre o modelo na vida real:

OBS.: Emprestei as palavras do wikipedia, porém com algumas correções e adaptações:

Quando a guerra terminou, a Boeing dedicou-se novamente ao mercado de aviação comercial com um novo avião de longo alcance, o Stratocruiser (modelo 377) .
Foi o primeiro avião comercial da Boeing desde o Stratoliner e, assim como sua contraparte militar, o C-97, foi baseado no bombardeiro B-29 .
Possuía velocidade e melhorias técnicas disponíveis para bombardeiros, no final da guerra.

Com uma fuselagem maior e mais alongada, o B-377 superava em tamanho seus concorrentes Lockheed Constellation e Douglas DC-7, e ganhava ainda em autonomia de voo, ao cruzar oceanos sem escala.

Porém, sua motorização Pratt & Whitney Wasp Major tornou-se antieconômica, o que levou ao encerramento precoce da linha de produção da aeronave, no ano de 1950.
Aqui cabe uma observação: Naquela época ninguem esquentava muito a cabeça com consumo de combustivel pois petroleo era barato... porém para chegarem a conclusão que os motores desse avião eram antieconômicos, é sinal que bebia muuuuuuiiiittooo, rsssssssss

O B377 Stratocruiser definiu um novo padrão para o transporte aéreo de luxo, com sua cabine de passageiros extra larga e camarins decorados com muito bom gosto.

Uma escada circular levava a um salão de bebidas no convés inferior, e os comissários de bordo preparavam refeições quentes para 50 a 100 pessoas em uma cozinha super sofisticada.

O launch customer foi a Pan Am que encomendou 20 unidades à Boeing ao custo de 24 milhões de dólares (na época) e entraram em serviço nas rotas entre San Francisco e Honolulu no Havaí em 1949.
Uns anos depois a PAA também voou esse tipo de avião na rota Buenos Aires - Montevidéo - Rio de Janeiro - Port of Spain - New York.
O vôo era conhecido como "vôo do presidente" pois o luxo imperava à bordo (igualizinho hoje em dia, rsssss).

Eu particularmente sempre achei o B377 um avião feio, muito feio, rsrsssss, mas compensava sua feiura como o luxo abordo.

Pra finalizar:
Foi o último avião à hélice da Boeing.
Depois do 377 veio o 707 e todos já sabem a história.
Para quem compreende inglês, sugiro assistir o video abaixo no youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=v92U2F9gbUo

abraços






terça-feira, 25 de novembro de 2014

25 de Novembro - Avião da Semana # 20

Bom dia pessoal !

Até que enfim a chuva resolveu dar as caras por aqui, rssss

Sou grato por aqueles que já baixaram meu cenário de Registro (SSRG) no flightsim.com
Espero que estejam gostando.
Também no fim da semana, retomarei o post sobre a evolução do flight simulator com muitas fotos inclusive.

Hoje publico mais um "avião da semana":


DC-7 "Seven Seas" (escala 1/200)


















Obs.: Aproveitei a foto da Hobby Master na Internet. Não tive tempo de bater foto do meu exemplar ainda, mas é idêntico ao avião acima.

Emprestando as palavras do Wikipedia, trata-se do último grande avião quadrimotor a pistão fabricado pela Douglas, e também um dos primeiros a cruzar o Atlântico Norte sem escalas.
Foi o ápice das aeronaves a pistão de grande porte.
O modelo surgiu quando a American Airlines solicitou junto ao fabricante (Douglas) um avião com maior capacidade e autonomia que o DC-6.
Foram fabricados de 1953 a 1958 um total de 338 unidades. O DC-7 foi um desbravador, pela sua capacidade de cruzar oceanos (autonomia de 5600 milhas náuticas ou 9.000 km).
Todavia quando o DC-7 voou, já existia aeronaves à jato voando comercialmente no mundo (Comet).
A sorte é que o Comet devido as problemas enfrentados na ocasião (falerei desse assunto em outra oportunidade), abriu espaço para que os aviões a hélice pudessem continuar "reinando" por mais alguns anos.
Mas o fato é que seria questão de tempo para que o jato tomasse o lugar das aereonaves à hélice em definitivo.
Em 1954 a Boeing voou o protótipo 367-80 que após alguns aprimoramentos no projeto viria a se transformar em B707.
Como naquela época não havia preocupação alguma com consumo de combustível, muito menos com impacto ambiental, os jatos de fato mataram os velhos "propliners".
O DC-7 foi o último deles. Bravo guerreiro, incorporava o que de mais moderno havia na época para uma aeronave à pistão.
Na minha ótica, o principal trunfo do DC-7 era sua autonomia. 
Para se ter uma idéia, um B737-800, aeronave de porte mais ou menos parecido, pode voar até umas 3.200 milhas náuticas aproximadamente contra 5.600 do DC-7.
No Brasil, sei que a Panair operou esse modelo. Desconheço se a Varig, Real ou outra cia aérea da época voou esse aparelho.
Resumindo, era um baita de um avião, mas que nasceu tarde. Teve a infelicidade de ser contemporâneo do 707 e na natureza, nos negócios, na vida, em tudo, prevalece o mais forte, aquele que pode mais...

















Ilustração acima mostra dois DC-7, Pan Am e SAS além de um CV-240 ao fundo.





















Na foto acima, tirada no aeroporto de Schipol Amsterdam em 1965, mostra bem a coexistencia dos primeiros jatos com propliners. Na foto temos um CV-440 em primeiro plano com dois DC-8 atrás. seguidos de um CV-880, DC-7s e Dart Heralds.


Quanto ao modelo da minha coleção, assim como o Constellation, ambos foram comprados juntos de uma loja virtual de Hong Kong.
Ambos ficaram perdidos em Curitiba um bom tempo. Eu nem acreditava mais que receberia, mas graças à Deus, deu tudo certo....

Em 7 de agosto de 1956, esse DC-7C foi entregue zero de fábrica para a Pan Am com a matrícula N744PA e foi batizado de Clipper Pacific Trader.
Abaixo, foto do avião na vida real ainda com a pintura antiga da PAA.




















Dez anos depois foi vendido e terminou seus dias sendo destruido como ferro-velho. Triste fim de um velho guerreiro mas que serviu para reciclagem e talvez as moléculas de ferro, alumínio e outros metais que um dia formaram esse grande pássaro, também façam parte da fuselagem de algum 787, A350 nos dias de hoje. Ou no seu, no meu smartphone, na sua geladeira, no seu microondas, Porque não ? rsss

Espero que tenham gostado !

:-)

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

21 de Novembro - Evolução Flight Simulator

Olá amigos, salve salve !

Hoje durante o dia, trabalhando na criação do cenário do aeroporto de Registro, me veio à mente quando eu comecei a "voar" em Flight Simulator.
Foi lá em 1996 na versão 5 do software da Microsoft, também chamado de FSFW95 ou Flight Simulator For Windows 95.
Internet era um negocio muito novo, e pouquíssimas pessoas tinham em casa.
Alias até computador era algo que poucos tinham. Quem quisesse consultar informações de um modo geral, tinha que consultar a Encarta, que era uma enciclopédia digital disponível em CD que rodavam nos chamados "kit multimídia" que mais tarde viriam a se banalizar, rssss.
Qual computador hoje que não tem som, que rode cd/dvd ou blue ray, etc ?
Pois é.. mas se não fosse aquilo, hoje não teríamos os gadjets que temos.
Mas voltando a falar de FS.... é incrível a evolução ocorrida após essa versão.

Ele era vendido em lojas numa caixa contendo CD de instalação e manual de instruções.













Me lembro de voar Cessna 182, Learjet 35 e B737-400.
Havia pouquíssimos aeroportos disponíveis fora do eixo EUA-Canadá/Europa.
Os cenários pareciam jogos de ATARI, rssssssss















Eu pelo menos considerava mais um jogo do que um simulador propriamente dito.
Foi nele que aprendi a "voar", rssss
O legal é que era um software que tinha uma venda boa e a Microsoft lançava novas versões numa média de cada 2 anos.
No ano seguinte (1997), a Microsoft lançou a versão que eu considero que de fato revolucionou a simulação de vôo "caseira".
Saiu o FS 98 !











Pela primeira vez (que eu me lembro), começaram a existir cenários add-on payware, ou seja cenários extras pagos. Na versão anterior tinha alguns freeware (raros) e alguns payware da própria Microsoft apenas.
Foi quando eu descobri o www.flightsim.com.
Uma maravilha onde era possível encontrar centenas e centenas de cenarios, aviões, sons, painéis, etc...tudo de graça !
Comecei então a baixar cenários (já tinha internet speedy da Telefonica com velocidade de 128kb), rsssssss
Também pela primeira vez, era possível voar em rede com seus amigos via conexão IP ou então em um site da Microsoft (não me recordo mais o nome) onde havia "salas de vôos". Você entrava e se juntava a outros "pilotos".
A qualidade dos cenários também deu um grande salto e mais uma vez, era possível pela primeira vez instalar cenários dinâmicos (aviões réplicas de cias aéreas) voando numa rota determinada.
Eu adorava pousar em Chicago e ver os DC-10 da United, da Northwest também na final de uma das trocentas pistas de ORD.
Não posso esquecer de mencionar o "PLANO BR" que era uma biblioteca de cenários brasileiros.
Não me lembro do autor ou dos autores, mas fato é que foram o(s) pioneiro(s) na criação de cenários do Brasil.
Jamais esquecerei...
Surgiram também as primeiras VAs (Virtual Airlines).

Bom, no final de 1999, foi lançado o FS2000.












Dessa vez a Microsoft lançava uma edição dividida em duas versões;
A Professional Edition a outra versão standard com menos recursos para iniciantes.
Honestamente falando, pra mim foi uma decepção.
Eu esperava muito mais dessa edição.
Houve de fato um grande avanço na qualidade dos gráficos em relação à edição anterior, mas no geral eu creio que a MS poderia ter feito algo muito melhor.
Abaixo a tela de escolha de aeronave:














Dois anos depois (final de 2001), saiu a edição 2002




















Essa versão, não houve uma melhora muito grande nos gráficos, mas a MS pela primeira vez colocou recurso de se baixar condições reais do tempo via internet e também ATC.
Sites de download de add-ons se proliferaram por toda parte e havia muitos cenaristas brasileiros que faziam cenários sensacionais !
Muitos desses cenários foram possíveis com alguma adaptação, outros sem adaptação alguma, serem aproveitados na próxima versão, o FS2004 !




















Finalmente a MS acordou da babaquice e voltou a trabalhar com uma única versão.
Parou com essa história de "professional edition" e standard.
Era comemorado nessa edição, 100 anos do primeiro vôo dos irmãos Wright.
Eu considero essa edição a melhor de todas, foi o ápice, tanto é que é a que eu mais uso até hoje, quase 10 anos depois.
O triste é que foi também a última edição com grande volume de vendas, pois a FSX (próxima) não foi um grande sucesso de vendas devido a "N" motivos o que acabou levando a MS  a cancelar o projeto e abandonar uma comunidade gigantesca de simuleteiros ao redor do mundo.

Como há muito para falar dessas duas últimas versões, vou deixar um pouco para amanhã.
Continuarei falando delas e publicarei muitas fotos dos melhores cenários que tenho instalado no meu computador.
Só para aguçar a curiosidade, vejam abaixo o meu "controle" de cenários add-ons instalados, rsssss:
Faço o controle no Google Earth. Cada alfinete/marcador é um aeroporto instalado.
Clique nas imagens abaixo para ampliar.



Bom, a história continua. Não percam nos próximos capítulos, kkkk

Abraços,

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

19 de Novembro - Lockheed Constellation # 19

E aí pessoal, tudo beleza ?

Hoje vou falar de mais um aviãozinho de ferro que tenho em meu "hangar".
Tive uma certa dificuldade em achar esse modelo, mas finalmente encontrei via e-bay com uma loja de Hong Kong.
O curioso é que ele ficou mais de 60 dias parado na fiscalização alfandegária em Curitiba.
Eu já estava considerando como perdido e ia tentar algum tipo de reembolso junto aos Correios quando um dia para minha grata surpresa, ao chegar em casa, o porteiro do condomínio veio me entregar uma caixa. Ao abrir, lá estava ele, rssss

Com esse, chega a 19 o número de aviões postados aqui no blog.
Ainda tenho mais 8, considerando 5 que estão por chegar.

Dessa vez, trata-se do:

Lockheed "Constellation" (escala 1/200)



















Galera, hoje todos nós estamos acostumados a voar em aviões à reação como Boeing 737, 767, 777, Airbus família A320, A330, Embraer...
Porém até o fim da década de 50 e início de 60, o transporte aéreo de passageiros era feito por aeronaves à pistão com velocidades que não passavam de 520-530 km/h (por volta de uns 270-280 nós). Alguns chegaram a exceder a marca de 600 km/h, mas foram poucos.
Para nós que hoje voamos a quase 1.000 km/h, pode parecer pouco, mas para a época era uma velocidade considerável.
Existiam também muito mais fabricantes de aviões comerciais do que hoje.
Nos dia atuais, o mercado de aviões de médio e grande porte é dividido meio a meio praticamente entre Boeing e Airbus.
Naqueles dias havia pelo menos uma dúzia de fabricantes.
Podemos citar rapidamente as principais como a Douglas, Lockheed, Convair, Vickers, DeHavilland, Boeing, Bristol, Canadair, etc, etc...
E foi no fim da era das aeronaves a hélice que muitas dessas empresas desapareceram ou acabaram engolidas por outras.
No caso específico aqui dessa semana, vamos falar da Lockheed que era a fabricante do L-049 "Constellation".
O projeto desse avião se iniciou em 1937 mas foi sofrendo modificações até que o design defitivo foi aprovado e quando o primeiro vôo ocorreu, já era Janeiro de 1943.
Primeiramente voou com fins militares, mas com o fim da II guerra foi adaptado para uso civil e a primeira companhia aérea a receber um desses foi a TWA em outubro de 1945.















Logo em seguida foi a vez da Pan Am com a variação L-749 que tinha maior capacidade de combustível e conjunto de trem de pouso reforçado.
















Ambas as cias aéreas usavam muito esses modelos em vôos transatlânticos.
Não demorou muito para que outras cias adquirissem o modelo como Eastern, BOAC, KLM, Lufthansa, Air France, etc etc...
















A grosso modo, podemos dizer que o "Connie" como era e é o apelido do Constellation, ao lado do DC-6, DC-7 e do B377 foram os últimos grandes aviões à pistão na história da aviação.
Após eles, vieram os jatos e sabemos o que aconteceu depois disso, rssssss
Com o sucesso do Boeing 707, várias outras fabricantes lançaram o seu produto à jato no mercado.
A Douglas lançou o DC-8, a Convair o CV-880, a Vickers veio com o VC-10, etc...
No caso da Lockheed, ela optou por insistir em aeronaves à hélice (porém dessa vez era um turboprop) e em 1957 voou pela primeira vez o L-188 Electra II que mais tarde seria muito popular aqui no Brasil nas cores da Varig.
As vendas inicias até que foram boas, mas devido a erro de projeto, ocorreram dois acidentes fatais que acabaram com as vendas do avião.
Depois disso a Lockheed até que tentou mais uma vez investir na aviação comercial com o L-1011 "Tristar", mas como já mencionado aqui no blog, foi o último prego na tampa do caixão da Lockheed que fechou em 1995.
Hoje o que existe é a divisão militar da Lockheed que se juntou à Martin e tem como produto mais conhecido e recente o F-35, caça militar de 5ª geração da Força Aérea Americana, Australiana e de mais alguns outros países envolvidos no projeto.
Voltando a falar do "Connie", no Brasil voou nas cores da Panair, Varig e Real.
















Hoje, para quem quiser ver um de perto, a maneira mais fácil é visitar o Museu da TAM em São Carlos, interior do estado de São Paulo.
Lá há um nas cores da Panair do Brasil (empresa que papai trabalhou alguns anos).
Há também um modelo restaurado pela Breiteling que faz aparições em shows aéreos ao redor do mundo e alguns exposição estática nas cores da TWA nos EUA e nas cores da KLM na Holanda.
Abaixo uma foto do interior de um Connie restaurado da Lufthansa.

















Espero que tenham gostado de mais esse post e aproveito para informar que amanhã, feriadão trabalharei no cenário do aeroporto de Registro para Flight Simulator.

Abraços,